As evidências em favor da autoria Mosaica do Pentateuco são conclusivas, conforme expomos abaixo:
Evidências Testamentárias:
- Nos próprios livros do Pentateuco encontramos declarações de que Moisés os escreveu no nome de Deus ou por ordem direta de Deus (Êx.17:14; 24:3,4,7; 32:7-10, 30-34; 34:27; Lev.26:46; 27:34; Deut.31:9,24,25).
- No tempo de Josué até o tempo de Esdras há no intermédio os livros históricos, onde constantemente vemos referência ao Pentateuco como o “Livro da Lei de Moisés”. Este é um ponto de muita importância, já que os críticos negam que há qualquer referência, negando assim o caráter histórico do Pentateuco. Como cumprimentos à Páscoa, por exemplo, freqüentemente achamos alusões nos livros históricos que seguem o Pentateuco e mostra que a “Lei de Moisés” foi conhecida desde então. A Páscoa era celebrada pelo tempo de Josué (Js.5:10, cf. 4:19); Ezequias (II Cr.30); Josias (II Re.23; II Cr.35), e Zorobabel (Esd.6:19-22), e há referências em passagens tais como II Reis 23:22; II Crônicas 35:18; I Reis 9:25 (“três vezes por ano”); II Crônicas 8:13. Igualmente poderíamos citar referências freqüentes à Festa dos Tabernáculos e outras instituições judaicas, embora nós não admitimos que qualquer argumento válido possa ser tirado do silêncio da Escritura em tal caso. Um exame dos textos seguintes, I Reis 2:9; II Reis 14:6; II Crônicas 23:18; 25:4; 34:14; Esdras 3:2; 7:6; Daniel 9:11,13, também mostrarão claramente que a “Lei de Moisés” era conhecida durante todos estes séculos.
- Referência expressa à lei escrita de Moisés é encontrada unicamente nos últimos Profetas: Dan.9:11,13; Mal.4:4. Os outros Profetas freqüentemente referem à lei do Senhor observado pelos pais (cf. Deut.31:9), e eles colocaram isto no mesmo nível da Revelação Divina e do governo eterno do Senhor. Eles apelam ao governo de Deus, às leis do sacrificial, ao calendário de banquetes, e outras leis do Pentateuco, indicando que provavelmente havia já em seus dias uma legislação escrita, que se constituía no fundamento de suas pregações proféticas (cf. Os.8:12), e que eles conheciam pessoalmente expressões verbais do livro da lei. Assim tanto Amós no reino do norte (4:4-5; v, 22 ss...) como Isaías no sul (1:11 ss...) emprega-se expressões que são praticamente palavras técnicas para sacrifício que ocorrem em Levíticos (cap. 1 a 3; 7:12, 16; e Deut.12:6).
- Jesus ensinou a autoria Mosaica destes livros claramente (Mt.5:17,18; 19:8; 22:31,32; 23:2; Mc.10:9; 12:26; Lc.16:31; 20:37; 24:26,27,44; Jo.3:14; 5:45-47; 6:32,49; 7:19,22). Diante destes fatos, alguém alegaria que Cristo era ignorante da composição da Bíblia, ou que, conhecendo o verdadeiro estado do caso, Ele ainda encorajou as pessoas a crerem numa mentira?





